domingo, 7 de setembro de 2008

inerte

há um momento onde não há pra onde ir.não pela desesperança, nem pela tristeza, mas pelo mar de possibilidades que se abre tão imenso, que se faz cegar.
É que há um momento onde tudo são caminhos. E que caminhos sei eu, quando todos os caminhos levam a algum lugar? perco a direção nessa hora, e me encontro parado, sem saber se são todos os caminhos verdadeiros ou não.
essa noite foi assim.
havia infinitas janelas para entrar, e de tão diferentes e belas, me fiz refém da sala onde me encontrava. triste ter que escolher entre muitos e não saber que rumo tomar. triste se ver parado, quando o destino se propõe tão vasto. triste do que escolhe pensando muito, pois não sabe que destino quer.
pensei em ler um livro... qual será? há um edifício de livros na minha mesa.
pensei em ver um filme, me deu preguiça.
estudar pra prova. é tarde! e por onde começar?
escrever à mão pra não perder o hábito...
nada me fazia querer deixar o resto. e assim fiquei, parado sem seguir um norte e sem encontrar a paz dos que sabem que missão seguir.
é a infelicidade dos livres que me corroí hoje. dos que podem querer o que bem entendem.
quisera eu, essa noite, e só essa noite, ter um destino divino traçado e ser obrigado a fazê-lo sem vontade, pois pelo menos, algo faria.
restou-me a possibilidade de escrever no blog renegado e assim o fiz. de volta à sina blogista.
até

4 comentários:

André Ryff disse...

"as portas são enumeráveis, mas a saída é uma só. assim como são enumeráveis as possibilidades de saída" Franz Kafka

Anônimo disse...

o velho e bom hábito de se auto comentar - ao menos o meu.
Uma sugestão: havia mais cartas nos correios antes da existência da internet.

Pedro Simão disse...

Vc tem escolhas. Comemore.
E... há mesmo saídas?

ps.: ultima sessão do cineclube foi demais! Geraldo Sarno de uma aula!

Anônimo disse...

Po, já passei muitas vezes por essa situação...